01/10/2025 | 18h57  •  Atualização: 02/10/2025 | 11h29

MME publica Plano de Outorgas de Transmissão de Energia Elétrica

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

da Agência iNFRA

O Ministério de Minas e Energia publicou a primeira emissão do Plano de Outorgas de Transmissão de Energia Elétrica de 2025. O documento define novas linhas e subestações de transmissão, além de equipamentos necessários à expansão da rede elétrica em todas as regiões do país.

O plano estabelece, em caráter determinativo, as obras consideradas essenciais para a expansão do sistema de transmissão, com horizonte de planejamento de seis anos. O plano consolida os resultados dos estudos elaborados pela EPE (Empresa de Pesquisa Energética) e pelo Plano de Ampliações e Reforços, produzido periodicamente pelo ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico).

Entre os destaques estão os reforços previstos para aumentar a resiliência do sistema Acre-Rondônia, diante das mudanças climáticas, praticamente dobrando os limites de importação e exportação de energia da região.

O documento também inclui o Estudo de Interligação Internacional Brasil-Bolívia (Etapa I), que prevê a construção de dois novos pátios de 500 kV nas subestações Rio Brilhante e Chapadão, no Mato Grosso do Sul, além de 860 km de novas linhas de transmissão em 500 kV.

No Centro-Oeste, o plano determina a criação da nova subestação Matrinchã 2 (230/138 kV) e 291 km de linhas de transmissão em 230 kV, para atender a regiões de Goiás e permitir o escoamento de usinas conectadas ao SIN (Sistema Interligado Nacional).

Já no Sudeste, estão previstos reforços na malha de Minas Gerais e São Paulo, incluindo a nova subestação 500/345 kV Santana, voltada ao atendimento da demanda crescente de data centers na capital paulista.

No Sul, a emissão contempla ampliações em diferentes estados, como a construção da SE Iguaçu (525/230 kV), SE Boa Vista do Buricá 2 (230/69 kV), SE Barigui 2 e novos pátios de transmissão em Uberaba e Curitiba, além de linhas em 525 kV e 230 kV.

Com a publicação do plano, a ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) dará início aos procedimentos para a contratação das novas infraestruturas, por meio de licitações ou autorizações, conforme cada caso.

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