28/10/2025 | 20h59

MPor divulga estudo sobre práticas ESG nos setores portuário e aéreo

Foto: Vosmar Rosa/MPor

da Agência iNFRA 

Entre 2023 e 2024, os setores de portos, navegação e aeroportos investiram R$ 1,2 bilhão em iniciativas ESG (ambientais, sociais e de governança), beneficiando 11,3 milhões de brasileiros e gerando 120 mil empregos diretos. Os dados fazem parte do “Diagnóstico de Sustentabilidade: portuário, navegação e aeroportuário”, levantamento apresentado nesta terça-feira (28) pelo MPor (Ministério de Portos e Aeroportos) em parceria com a ATP (Associação de Terminais Portuários Privados).

O estudo mapeia o nível de adesão das empresas públicas e privadas à agenda ESG e mostra como o setor logístico tem contribuído para alinhar o Brasil às metas globais de sustentabilidade e descarbonização. As ações analisadas vão desde projetos educacionais, de inclusão e capacitação profissional até programas de engajamento comunitário.

Principais destaques:

  • Portos: taxa média de 58,2% de adesão aos indicadores ambientais, chegando a 75,1% entre empresas sem ações em bolsa. O segmento lidera os investimentos ambientais, com R$ 512,4 milhões, e também os sociais, com R$ 225 milhões.
  • Navegação: adesão média de 56,4% aos indicadores ambientais. Os aportes em governança somaram R$ 40 milhões, superando as dimensões ambiental (R$ 17,8 milhões) e social (R$ 14,1 milhões).
  • Aeroportos: setor mais avançado em descarbonização, com 60% de adesão e 100% das empresas com projetos ambientais ativos. Investimentos somaram R$ 138,4 milhões em ações ambientais e R$ 195,8 milhões em iniciativas sociais.

Durante o lançamento, o ministro Silvio Costa Filho destacou que o diagnóstico marca um novo momento para a infraestrutura sustentável no país. “Um planejamento estratégico que vai dialogar com a necessidade, cada vez maior, de incorporar a agenda ESG à agenda do Ministério, porque isso dialoga com a transição energética, isso dialoga com a agenda da sustentabilidade, isso dialoga com o que o mundo observa. E o Brasil tem, naturalmente, a grande oportunidade de avançar nessa pauta”, afirmou. O ministro destacou ainda que o próximo desafio será avançar na descarbonização da frota marítima e na produção do SAF (Combustível Sustentável de Aviação). 

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