da Agência iNFRA
Os índices de desperdício de água nos sistemas de distribuição seguem elevados no Brasil, com destaque negativo para as regiões Norte e Nordeste. Dados do Sinisa (Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico), referentes a 2023, indicam que 40,31% da água produzida no país não chega aos consumidores, sendo perdida ao longo da rede antes do consumo final.
Estudo do Instituto Trata Brasil aponta que o desperdício impacta diretamente o meio ambiente, compromete receitas e eleva os custos operacionais das prestadoras de serviço, além de afetar a população. Em termos de volume, a água não faturada em 2023 somou cerca de 5,8 bilhões de metros cúbicos, o equivalente a 6.346 piscinas olímpicas de água tratada ou a mais de 21 milhões de caixas d’água, quantidade suficiente para suprir diariamente famílias de cinco pessoas.
A análise regional evidencia disparidades significativas. Norte e Nordeste concentram os maiores índices de perdas na distribuição e, ao mesmo tempo, registram os piores indicadores de atendimento em abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto.
De acordo com a Portaria 490/2021 do então MDR (Ministério do Desenvolvimento Regional), a meta nacional estabelece que, até 2034, as perdas na distribuição devem ser reduzidas para, no máximo, 25%, com limite de 216 litros por ligação por dia.








