da Agência iNFRA
A Petrobras assinou cinco contratos que marcam o início da construção das unidades do projeto Refino Boaventura, voltado à modernização do parque de refino da companhia.
O investimento total é de R$ 9,6 bilhões e inclui a implantação de duas unidades de refino da estatal: a Desparafinação por Isomerização por Hidrogênio, voltada à produção de lubrificantes de Grupo II, e o Hidrocraqueamento Catalítico, responsável pela produção de diesel S-10 e querosene de aviação.
O projeto integrará a Refinaria Duque de Caxias ao Complexo de Energias Boaventura, em Itaboraí (RJ), ampliando a oferta de produtos de maior valor agregado e baixo teor de enxofre, alinhados à estratégia de transição energética da empresa. A previsão é de criar cerca de 15 mil empregos diretos no pico das obras.
Com o Refino Boaventura, a Petrobras aumentará significativamente sua capacidade produtiva no estado do Rio de Janeiro, com incremento de 76 mil barris por dia de diesel S-10, 20 mil barris por dia de QAV e 12 mil barris por dia de lubrificantes de Grupo II — produtos que apresentam menor impacto ambiental e maior desempenho em aplicações automotivas e industriais.
Novas embarcações
Além dos investimentos em refino, a Petrobras formalizou contratos de afretamento de quatro embarcações do tipo RSV (ROV Support Vessel), destinadas ao apoio de operações submarinas, totalizando R$ 10,2 bilhões. As unidades serão construídas no estaleiro Navship, em Navegantes (SC), com previsão de entrega entre 2029 e 2030.
O processo licitatório, iniciado em outubro de 2024, estabeleceu índices mínimos de conteúdo local — 40% na fase de construção e 60% na operação. A empresa contratada, BRAM, planeja atingir até 80% de conteúdo nacional na construção e até 90% na fase operacional. Estima-se a geração de mais de 1.500 empregos diretos e 5.400 indiretos durante as obras e a operação das embarcações.
As RSVs atuarão em inspeções, manutenção e instalação de sistemas submarinos com uso de veículos operados remotamente. As embarcações também terão sistemas de propulsão híbrida e poderão operar com etanol, reduzindo em até 30% as emissões de poluentes e o consumo de combustível.





