Gabriel Vasconcelos, da Agência iNFRA
A Petrobras teve lucro líquido de R$ 52,4 bilhões no segundo trimestre, uma alta de de 96,8% na comparação com o mesmo período de 2025, e de 60,6% em relação aos três primeiros meses do ano. As informações constam de balanço financeiro da companhia divulgado ao mercado na noite desta quinta-feira (6).
O lucro histórico foi turbinado pela produção recorde anunciada no fim de julho, de 3,3 milhões de barris de óleo equivalente por dia no período, e a disparada da cotação do petróleo na esteira da guerra no Oriente Médio. O período entre abril e junho foi o primeiro inteiramente marcado pelo conflito, o que levou a um salto de 54,1% no preço médio do barril de petróleo tipo Brent (US$ 104,52) na comparação com o mesmo período de 2025 (US$ 67,82).
Dividendos
O bom fluxo de caixa vai permitir o pagamento de mais R$ 17,4 bilhões em dividendos (R$ 1,34 por ação), a serem pagos em duas parcelas em novembro e dezembro desse ano. O montante veio acima da expectativa de mercado indicada por casas de análise, que apontavam algo na casa dos R$ 15 bilhões (US$ 3 bilhões).
A Petrobras tem como regra distribuir 45% do fluxo de caixa livre aos acionistas a cada trimestre. O indicador alcançou R$ 38,6 bilhões no período. A regra se aplica desde que respeitado o teto da dívida bruta estipulado no Plano Estratégico, de US$ 75 bilhões.
Receita e Ebitda
A receita de vendas da estatal somou R$ 169,5 bilhões entre abril e junho, alta de 42,3% em relação ao mesmo período de 2025, e de 37,1% ante os três meses anteriores.
Já o Ebitda ajustado – indicador que aponta o lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações – somou R$ 93,8 bilhões no período, alta de 79,6% em relação ao segundo trimestre de 2025 e de 57,3% na margem, ou seja, ante o primeiro trimestre do ano.
Em relatório, a Petrobras sugere que o resultado poderia ter sido ainda maior, não fosse o aumento de despesas tributárias e o movimento desfavorável do câmbio. Nessa linha, a estatal destaca o imposto de 12% sobre a exportação de petróleo, menor ganho com variação cambial, em função da menor valorização do real frente ao dólar.





