Gabriel Vasconcelos, da Agência iNFRA
A diretora de Exploração e Produção da Petrobras, Sylvia Anjos, sugeriu nesta quarta-feira (29) que a Petrobras já teria alcançado a produção 1 milhão de barris de petróleo por dia no campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos, e pode comunicar o feito oficialmente ainda nesta semana.
“Esperamos anunciar amanhã [quinta-feira, 30] a produção de 1 milhão de barris em Búzios. Mas a ANP [Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis] só aceita [o número] depois de 24 horas, então temos que esperar”, disse. A diretora fez a afirmação na OTC Brasil, a maior conferência de óleo e gás do país.
Esse volume, produzido pelos seis sistemas de produção de Búzios, vem sendo perseguido pela Petrobras nos últimos meses, e será viabilizado graças ao aumento de 20% na capacidade prevista em projeto para os FPSOs (navios-plataforma) envolvidos. Esse aumento da produção, aponta a empresa, vai ajudar a equalizar suas receitas em um momento de baixa do preço internacional do produto.
Nesta terça-feira (28), a presidente da estatal, Magda Chambriard indicou que a maior das plataformas instaladas, o Almirante Tamandaré, já bateu um pico de 282 mil bpd (barris de petróleo por dia) e terá uma média de produção de 270 mil bpd, bem acima dos 225 mil bpd de capacidade inicialmente previstos. Segundo Magda, quando as 12 plataformas previstas para Búzios estiverem instaladas, nos próximos anos, a produção diária vai chegar perto dos 2 milhões bpd.
Desafios
Em apresentação a uma plateia de executivos, Sylvia listou os principais desafios da Petrobras, que listou, nesta ordem: reposição de reservas por meio da exploração em novas fronteiras, como a Margem Equatorial; obtenção de licenças ambientais; e cadeia de fornecedores.
“Tem descobertas que não param em pé quando se botam os custos, tanto subsea [equipamentos submarinos], quanto topside [equipamentos em cima do navio]. Não conseguimos colocar descobertas de 300, 400 milhões de barris e isso é um desafio”, disse Sylvia sobre os custos com fornecedores.
No discurso, Sylvia também disse que, além dos movimentos em bacias brasileiras, a companhia segue buscando reposição de reservas com atividade fora do país, sobretudo na África, onde a Petrobras tem investido em exploração recentemente, com aquisições na África do Sul e São Tomé e Príncipe, além da declaração de interesse em nove áreas exploratórias na Costa do Marfim.





