Gabriel Vasconcelos, da Agência iNFRA
A diretora de Transição Energética e Sustentabilidade da Petrobras, Angelica Laureano, disse nesta terça-feira (27) que a companhia vai reduzir o preço da sua molécula de gás natural em 7,8% a partir do dia 1° de fevereiro. Esse preço é atualizado trimestralmente.
Segundo Laureano, a redução foi viabilizada pela queda na cotação do barril de petróleo tipo Brent, que baliza o preço do gás natural, e pelo aumento gradativo da produção da companhia, que permite preços mais competitivos.
A executiva reforçou que a estatal vem trabalhando para reduzir o preço da molécula nos últimos anos, em que pesem reclamações de grandes consumidores industriais.
Desde dezembro de 2022, disse ela, a Petrobras já reduziu o preço do seu gás em 38%. Este percentual não considera o preço cheio do produto, que ainda conta com tarifas de transporte, distribuição e impostos.
Mercado Livre
A diretora da Petrobras disse que a empresa experimenta aumento relevante do fornecimento de gás no ambiente livre. Na comparação entre os nove primeiros meses de 2025 e o mesmo período de 2024, esse fornecimento para o mercado livre teria crescido 300%, chegando a 6,5 milhões de metros cúbicos por dia, um volume que ainda estaria em trajetória de crescimento.
“[O mercado livre] é um caminho que estamos trilhando de forma pujante”, disse Angélica.
Ela lembrou que o aumento da produção é condição importante para esse incremento de oferta e barateamento de preços, no que citou o horizonte de projetos da estatal formado pela ampliação da capacidade da Rota 3 do pré-sal, que pode chegar à máxima da UPGN (unidade de processamento de gás natural) do complexo Boaventura (Itaboraí-RJ), de 21 milhões de metros cúbicos por dia, que já está em curso.
Depois, lembrou Angelica, ainda devem entrar em operação o projeto Raia, junto com a Equinor, que vai viabilizar mais 16 milhões de metros cúbicos de gás por dia a partir de 2028; e SEAP (Sergipe Águas Profundas), no Nordeste, que deve começar a enviar gás à costa em 2030, com potencial para chegar a mais 18 milhões de metros cúbicos por dia. Seap obteve nesta segunda-feira (27), junto à ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), a aprovação parcial do seu plano de desenvolvimento, pautado na instalação de dois FPSOs (navios-plataforma).





