Gabriel Vasconcelos, da Agência iNFRA
A ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) autorizou nesta segunda-feira (26) a produção e comercialização de Bio-GL (Biogás-Liquefeito) pela refinaria Riograndense, situada em Rio Grande (RS), com participações de Petrobras, Braskem e grupo Ultra. O Bio-GL é o equivalente químico ao GLP (gás liquefeito de petróleo) ou gás de cozinha, mas renovável, por ser produzido a partir de óleo vegetal.
No voto, acompanhado pelos demais diretores, o relator Fernando Moura definiu que a unidade poderá comercializar o produto com a especificação estabelecida para o GLP até a publicação de uma resolução própria para o Bio-GL.
Ao longo de 2025, a Riograndense testou a tecnologia desenvolvida pelo Cenpes (Centro de Pesquisa da Petrobras) com o acompanhamento da ANP. O novo biocombustível tem potencial para reduzir entre 65% e 70% as emissões de gás carbônico em relação aos combustíveis fósseis, contribuindo para a meta de redução de gases de efeito estufa do país até 2050.
Ensaios laboratoriais realizados em fogões e aquecedores domésticos demonstraram, ainda, que o Bio-GL é tecnicamente equivalente ao GLP convencional, com resultados semelhantes de potência, consumo, rendimento energético e emissões de monóxido de carbono, todos dentro dos limites normativos. Por essa razão, pode ser utilizado como combustível “drop-in”, isto é, sem necessidade de adaptação nos equipamentos e mantendo padrões de segurança e desempenho.
A autorização de comercialização de Bio-GL pela Riograndense integra a agenda de conversão da unidade em biorrefinaria, planejada para começar de fato no segundo semestre deste ano, sob investimento previsto de R$ 6 bilhões, conforme dito pela presidente da Petrobras na semana passada.





