da Agência iNFRA
O Rio Tapajós consolidou sua posição como um dos principais corredores logísticos do Arco Norte no primeiro bimestre de 2026, com recordes de movimentação de cargas e avanço das operações hidroviárias na região amazônica. Dados do setor apontam que a hidrovia transportou 16,8 milhões de toneladas em 2025, alta de 14,3% em relação ao ano anterior.
Segundo o governo federal, o desempenho reforça o papel estratégico do transporte fluvial para o escoamento da produção agrícola e o abastecimento do oeste do Pará, mesmo em um cenário de seca moderada.
A movimentação segue concentrada principalmente em granéis sólidos, com destaque para soja e milho oriundos do Mato Grosso, transportados pela BR-163 até os terminais de Miritituba, em Itaituba. De lá, as cargas seguem em barcaças para os portos de Santarém e Barcarena, destinados à exportação.
Em 2025, soja e milho responderam por 88,4% da movimentação na hidrovia. Também houve crescimento de 40% no transporte de petróleo e derivados e avanço de 46,8% na movimentação de fertilizantes.
Apenas no primeiro bimestre de 2026, o corredor hidroviário movimentou 2,38 milhões de toneladas. Soja e milho representaram 86% do total, enquanto fertilizantes responderam por 6,3% e granéis líquidos por 7,4%.
O governo destacou ainda a operação de comboios de até 36 barcaças, com capacidade para transportar 110 mil toneladas, apontada como exemplo de eficiência logística e redução de emissões em comparação ao modal rodoviário.
A região do Tapajós concentra atualmente 41 empreendimentos ligados a projetos, obras e operações logísticas em municípios como Itaituba, Santarém e Rurópolis.





