Rafael Bitencourt, da Agência iNFRA
O SGB (Serviço Geológico do Brasil), estatal vinculada ao MME (Ministério de Minas e Energia), informou nesta terça-feira (24) que fechou parceria com o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) para mapear a presença de minerais críticos em Minas Gerais e na Bahia. O acordo prevê investimento de US$ 890 mil ao longo de três anos.
Os recursos aportados pelo banco virão do Fundo Especial do Japão. “O objetivo é ampliar o conhecimento sobre o potencial mineral brasileiro, com foco em insumos estratégicos para a transição energética e o desenvolvimento tecnológico”, destacou a estatal em nota.
De acordo com a SGB, os recursos serão destinados a três frentes de mapeamento geológico: o estudo eletromagnético na Província Grafítica Minas-Bahia; o levantamento geoquímico de terras raras na Bahia; e a prospecção geoquímica para lítio no Vale do Jequitinhonha (MG). Os recursos também serão destinados ao fortalecimento institucional do SGB, com reforço da estrutura de governança, dos marcos institucionais e da capacitação técnica.
Na nota, o diretor-presidente do SGB, Vilmar Simões, ressaltou que a parceria representa um avanço estratégico para o país. “Esse acordo reforça o papel do Brasil no cenário global de minerais críticos, essenciais para a economia de baixo carbono. É um passo importante para ampliar o conhecimento geológico e atrair investimentos sustentáveis.”
Segundo o SGB, os dados gerados pelo projeto serão de domínio público e disponibilizados nas plataformas abertas da estatal, como o RIGeo (Repositório Institucional de Geociências), a Plataforma de Mapeamento Geológico e os Sistemas de Dados Geoquímicos.
Para o diretor de geologia e recursos minerais do SGB, Valdir Silveira, a parceria internacional é importante para “fortalecer cadeias produtivas de minerais críticos”. Essas substâncias minerais, disse o diretor, são “fundamentais para setores como energia renovável, mobilidade elétrica e tecnologias digitais”.




