Rafael Bitencourt e Geraldo Campos Jr., da Agência iNFRA
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu nesta quarta-feira (8) que o aproveitamento dos minerais críticos no Brasil, incluindo de terras raras, deve ter o processo industrial dentro do país. Em entrevista ao ICL Notícias, o chefe do Executivo criticou adversários políticos que buscaram a aproximação com o governo dos Estados Unidos sem ter manifestado essa preocupação.
“Estamos levando isso muito a sério porque temos uma oportunidade extraordinária. Nós precisamos ter tecnologia, precisamos fazer parcerias, queremos fazer parcerias com todo mundo. Não queremos alijar ninguém, mas todo o processo será feito aqui, dentro do Brasil”, afirmou o presidente.
Nas últimas semanas, o pré-candidato à Presidência, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), defendeu o envio de minerais críticos do Brasil para os americanos. A declaração, dada em evento com lideranças conservadoras nos EUA, foi colocada como um gesto de apoio aos americanos no enfrentamento do domínio desse mercado pela China.
“A gente quer transformar [esses insumos] dentro do Brasil, industrializar o Brasil. Ele [Flávio Bolsonaro] quer vender para os Estados Unidos”, afirmou Lula, acrescentando que a Europa assume uma postura “mais democrática”.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), também pré-candidato ao Palácio do Planalto nas eleições deste ano, também tem sido criticado. Ele chegou a assinar termo de entendimento com os EUA para atrair investimentos para o estado. O governo federal reagiu, reivindicando o papel de negociação com outros países.
Na entrevista, Lula ressaltou que o Brasil tem a segunda maior reserva mundial de terras raras, com 23% do total. “As terras raras têm componentes químicos que permitem a gente criar, por exemplo, bateria de carro elétrico, chips de celular. Ou seja, tudo que tem hoje digital vai necessitar de terras raras”, afirmou.





