Gabriel Vasconcelos, da Agência iNFRA
A francesa TotalEnergies anunciou nesta quarta-feira (11) o início das operações de um “tieback” no campo de Lapa, no pré-sal da Bacia de Santos, o projeto Lapa Sudoeste. Um tieback é uma ligação capaz de conectar novos poços ou até um segundo campo a um FPSO (navio-plataforma) existente, em locação distante dos novos ativos que se quer operar.
A TotalEnergies é dona de 48% do campo de Lapa, atuando como operadora do consórcio também integrado por Shell (27%) e Repsol Sinopec (25%).
Segundo a companhia, o projeto Lapa Sudoeste inclui três poços conectados ao FPSO já existente e aumentará a produção do campo em 25 mil bpd (barris por dia), aumento considerado relevante. Para se ter uma ideia, em janeiro deste ano, último período com dados divulgados pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), Lapa produziu 35,4 mil bpd e 45,38 mil boe (barris de óleo equivalente, que consideram a parcela de gás natural). Sob a base de comparação de janeiro, portanto, a nova operação incrementaria em 70,6% a produção em Lapa.
Em comunicado, o presidente global de Exploração e Produção da TotalEnergies, Nicolas Terraz, disse que o início da operação desse novo projeto representa “mais um marco importante” na atuação da empresa no Brasil, definindo o país como “chave” para o crescimento da petroleira.
“Este projeto, que aproveita a capacidade disponível das instalações existentes de Lapa, oferece produção de óleo de baixo custo e baixa emissão, alinhada à estratégia da nossa Companhia, e contribui para o alcance do nosso objetivo de aumentar nossa produção em 3% ao ano até 2030”, anotou o executivo.
A TotalEnergies destacou que continua a expandir o portfólio no Brasil, após a entrada em operação do FPSO Mero-4, em maio de 2025, além da previsão dos navios-plataforma Atapu-2 e Sépia-2, que devem começar a produzir em 2029. Nesses três casos a companhia francesa é sócia minoritária dos negócios, operados pela Petrobras.
O portfólio de Exploração e Produção da TotalEnergies conta atualmente com nove licenças, das quais quatro são operadas. Em 2025, a produção média da petroleira no país foi de 184,5 mil barris de óleo equivalente por dia.







