Rafael Bitencourt, da Agência iNFRA
O presidente da Mineração Usiminas, Leandro Chiardelli, defendeu nesta segunda-feira (24) novas medidas de proteção da indústria nacional de aço frente à “capacidade gigantesca” de crescimento da produção. A afirmação foi feita durante painel da Exposibram 2026.
No evento, o executivo da Mineração Usiminas argumentou que o Brasil importa entre 6 Mto (milhões de toneladas) e 7 Mto de aço por ano, apesar de produzir cerca de 420 Mto/ano de minério de ferro e ainda contar com capacidade instalada ociosa para fabricar o produto de valor agregado.
“Se pensar que o Brasil tem 50 milhões de toneladas de capacidade de produção de aço instalada hoje, você tem uma capacidade gigantesca de crescer, o que passa muito por agenda que favorece a proteção da nossa indústria”, afirmou Chiardelli, no evento realizado em Belo Horizonte (MG).
Geopolítica
O presidente da Mineração Usiminas falou sobre o tema no debate sobre mineração e geopolítica. No mesmo painel, a presidente da Anglo American no Brasil, Ana Sanches, afirmou que, no campo geopolítico e das disputas comerciais, a “agenda mudou drasticamente” e “vai mudar ainda mais”.
“A gente está falando de disputa de poder. E até um tempo atrás, quando a gente pensava em soberania, a gente falava muito de território. E hoje em dia, quando você pensa em soberania, você está falando de tecnologia, de indústria, de energia e de defesa”, afirmou Ana Sanches.
Durante o debate, o secretário nacional de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do MME (Ministério de Minas e Energia), Anderson Arruda, afirmou que “o Brasil tem enfrentado, possivelmente, o maior desafio do jogo político da sua história”, ao se referir ao cenário de disputa em torno dos minerais críticos. Por outro lado, ele considera que o país está posicionado como uma “vitrine” para os países que buscam um fornecedor de suprimentos confiável de longo prazo.





