da Agência iNFRA
A ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) abriu uma consulta pública para discutir a adoção de redes subterrâneas pelas distribuidoras de energia. A consulta pública 29/2026 começa na quinta-feira (27) e receberá contribuições até 12 de outubro.
A discussão envolve a possibilidade de estabelecer metas para que as concessionárias e permissionárias transfiram parte das redes aéreas, instaladas em postes, para estruturas subterrâneas. Atualmente, apenas 0,4% da rede de distribuição brasileira está enterrada.
O estudo técnico elaborado pela agência aponta que as redes subterrâneas podem reduzir a frequência e a duração das interrupções no fornecimento de energia. A estrutura também diminui a exposição dos cabos a tempestades e ventos fortes, além de reduzir ocorrências de furto de energia e a poluição visual nas cidades.
Apesar dos benefícios, o enterramento da rede exige investimentos elevados. As obras envolvem a instalação de dutos e podem provocar interdições de vias e impactos no trânsito durante a execução, especialmente em áreas urbanas.
Outro ponto levantado pela ANEEL é o possível impacto sobre as tarifas. Quando uma distribuidora opta por instalar redes subterrâneas, os investimentos são considerados na composição da tarifa de energia. Caso a agência estabeleça metas obrigatórias de transferência das redes aéreas, os custos também poderão ser repassados aos consumidores.
A agência alerta ainda para um possível desequilíbrio entre custos e benefícios. Em determinadas áreas de concessão, consumidores de toda a região poderiam arcar com o aumento tarifário decorrente da obra, enquanto as vantagens da rede subterrânea ficariam concentradas nos locais diretamente atendidos pela estrutura.





