10/03/2026 | 13h16  •  Atualização: 10/03/2026 | 16h55

Diesel: Watt nega desabastecimento, mas aponta entrave contratual

Foto: Domínio Público

Gabriel Vasconcelos, da Agência iNFRA

O diretor-geral da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), Artur Watt, disse nesta terça-feira (10) que não há falta física de diesel no Brasil hoje. Ele reconheceu, no entanto, que há questões contratuais por trás das queixas de alguns agentes sobre falta de recebimento de produto advindo de fornecedores e distribuidores.

“A gente não mapeou falta de produto no Brasil. Não estamos visualizando nenhum gargalo físico para o abastecimento nacional no momento. A gente segue acompanhando a situação com atenção, mas não vemos risco de desabastecimento”, garantiu Watt.

“Mas estamos em conversas próximas com os agentes para entender as queixas, principalmente dos TRR (Transportador, Revendedor, Retalhista). O sindicato deles fez a queixa de que não estão conseguindo [fazer] chegar produto neles. A gente está vendo que tem questões contratuais, de ordem de recebimento. A gente está muito próximo, analisando e buscando atuar para que não falte produto”, continuou o diretor-geral da ANP.

Em seguida, ele prometeu que a agência vai atuar no sentido de garantir o acesso a produto para todos os agentes. Ele falou a jornalistas durante workshop da ANP sobre a abertura do mercado de gás natural, na sede da Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro.

Petrobras
Questionado sobre a flutuação extrema da cotação do petróleo em função da guerra no Oriente Médio e dos efeitos para o mercado doméstico, como o descolamento entre os preços internacionais de referência e os praticados pela Petrobras em suas refinarias, Watt disse que a estatal e outras refinarias do país estão com os estoques “regulares e entregas normais”. “Não vemos problema de abastecimento no mercado”, repetiu.

Segundo Watt, não há como falar de cenários futuros em meio a tanta incerteza e a ANP observa o momento do mercado. Quando perguntado sobre a eventual indisposição dos importadores em trazer produto para o país a preços mais altos que os da Petrobras, Watt se limitou a dizer que não pode comentar especulações e lembrou que o Brasil tem mercado de combustíveis aberto, com infraestrutura de importação e agentes com possibilidade de importação. Hoje o Brasil importa entre 20% e 30% de todo o diesel que consome.

Acompanhamento de estoques
Sobre o acompanhamento dos estoques, ele não deu previsões, mas disse que a ANP recebe informações pelos sistemas informatizados, acompanha reclamações sobre dificuldades de recebimento de produto e “não subestima” nenhuma delas, colocando as equipes em contato com as empresas e também em campo para atestar o “fluxo dos contratos”. “Temos equipe em campo no Sul do país, sempre nesse sentido de acompanhar o mercado”, disse, mencionando a região que apresentou o maior número de queixas sobre falta de diesel.

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