22/08/2025 | 18h39

Transporte de passageiros cresce 2,1% em junho, puxado pelo serviço aéreo

Foto: Domínio público

da Agência iNFRA

A CNT (Confederação Nacional dos Transportes) informou que, apesar da inflação elevada, da taxa de juros em patamar alto e do crescimento econômico abaixo das expectativas, o volume de serviços de transporte apresentou bom resultado em junho de 2025. A informação consta em boletim divulgado nesta sexta-feira (22) pela confederação.

De acordo com a publicação, em junho, o transporte de passageiros cresceu 2,1% em relação a maio, alcançando um volume 12,4% acima do nível pré-pandemia de fevereiro de 2020. O desempenho foi puxado pelo transporte aéreo, que avançou 2,5% no mês, enquanto o terrestre registrou alta de 0,8%.

O transporte de cargas, por sua vez, embora tenha recuado 1,1% no acumulado do primeiro semestre de 2025 em comparação ao mesmo período de 2024, segue operando em patamar elevado: 35,4% acima do nível de fevereiro de 2020, antes da crise sanitária.

Em julho, a inflação do grupo Transportes cresceu 0,35% em relação ao mês anterior, impulsionada pelos preços das passagens aéreas, que subiram 19,92%, e pelo transporte público, que avançou 3,49%.

Em contrapartida, o grupo Combustíveis apresentou baixa de 0,64%, com destaque para o etanol, que caiu 1,68%. O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) acumulado em 12 meses chegou a 5,23%, acima da meta do Conselho Monetário Nacional (4,50%). Para conter a inflação, o Copom (Comitê de Política Monetária) manteve a taxa Selic em 15,00% ao ano, e o mercado projeta que o índice de preços encerre 2025 em 4,95%.

A atividade econômica ficou abaixo das expectativas do mercado: o IBC-Br caiu 0,1% em junho, mas ainda permanece 11,2% acima do nível pré-pandemia. Projeções indicam crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro de 2,21%, em 2025, e 1,87%, em 2026, embora o desempenho econômico continue sujeito às influências das políticas fiscal e monetária, bem como a conflitos internacionais.

No mercado cambial, o dólar oscilou, atingindo R$ 5,39 em agosto, a menor cotação em 14 meses, e deve encerrar 2025 em R$ 5,60.

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