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14/11/2025 | 16h46  •  Atualização: 18/11/2025 | 11h39

Investimentos em infraestrutura garantem o desenvolvimento sustentável, defendem especialistas

Foto: Gustavo Rampini e Santiago Reis

Apresentado por Cosan

A premissa de que sem infraestrutura não é possível preservar o meio ambiente e gerar desenvolvimento sustentável deu a tônica no painel “Construindo Futuros Sustentáveis: A Infraestrutura como Agente de Transformação”, realizado no palco “Cosan apresenta: Economia Verde” do Summit Agenda SP+Verde, na última semana, em São Paulo. 

Os palestrantes do Poder Público e da iniciativa privada, representando diferentes segmentos, como transporte, logística, água e saneamento, indicaram que os investimentos nesses setores são formas de impulsionar o desenvolvimento sustentável, a partir de uma perspectiva integrada e iniciativas com foco ambiental. 

Ao abrir as discussões, a secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo, Natália Resende, defendeu uma matriz de transporte multimodal, com menor dependência do rodoviário. 

Ela também apresentou o conceito de “investimentos cruzados”, que busca gerar sinergia entre diferentes projetos, de modo que os recursos e benefícios de uma obra possam impulsionar outras, criando um “ecossistema de desenvolvimento mais integrado, eficiente e com menor custo ambiental”.

Cases de sucesso no estado de São Paulo, com destaque para as PPP (Parcerias Público-Privadas), têm alavancado projetos de resiliência, restauração, conservação e circularidade, explicou a secretária.

“Estamos estudando implementar pontos de abastecimento de biometano e elétrico em todas as nossas rodovias, colocando em prática ainda mais o potencial de biocombustíveis”, disse Natália Resende

Na avaliação da secretária, São Paulo tem potencial para produzir 6,4 milhões de metros cúbicos de biometano por dia, o que equivale a cerca de 32% a 40% do consumo de gás natural do estado. Essa capacidade é baseada em um estudo da Fiesp (Federação das Indústrias de São Paulo) e do governo estadual e se apoia principalmente no potencial do setor sucroenergético e em aterros sanitários. 

“Queremos ter mais projetos que enxerguem o lixo como oportunidade de emprego e renda e geração de energia natural”, acrescentou a secretária, que quer firmar PPPs de resíduos sólidos também para melhorar a governança econômica dessa etapa do saneamento ambiental.

A secretária lembrou ainda que são necessárias ações concretas para a descarbonização e citou como exemplo o projeto “Cidades Sustentáveis” iniciativa da Necta em Presidente Prudente, que prevê a expansão da rede de distribuição de gás natural e biometano que vai alcançar mais de cinco mil clientes comerciais. 

Para reduzir a dependência do setor rodoviário no transporte, o investimento em ferrovias é consenso entre especialistas e gestores. Não apenas para eliminar gargalos do transporte rodoviário, mas também pela redução de emissões de gases de efeito estufa. O modal ferroviário é 85% menos poluente que o rodoviário em termos de emissões de CO₂ por tonelada de carga transportada por quilômetro, de acordo com dados da ANTF (Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários) e do Ministério dos Transportes.

Neste contexto, a vice-presidente de Relações Institucionais, Regulatório e Comunicação da Rumo, Natalia Marcassa, destacou investimentos em novos trechos de ferrovias da empresa. No Mato Grosso, a ferrovia com mais de 700 quilômetros de extensão para ligar Rondonópolis a Lucas do Rio Verde está em construção. 

Para receber a ampliação da demanda de cargas de grãos vindas do Centro-Oeste, a executiva afirmou que a empresa está realizando investimentos significativos na Malha Paulista de ferrovias, ampliando sua capacidade operacional.

Cada quilômetro de ferrovia custa cerca de R$ 25 milhões. Por essa razão, na avaliação de Marcassa, é essencial o papel do governo para garantir financiamentos por meio de fomento ou de bancos de desenvolvimento para o avanço dessas infraestruturas fundamentais para a preservação do meio ambiente.

No painel mediado por Marcelo Donnini Freire, presidente do ICT Sigma, Brendon Ramos, CEO da Via Appia Concessões, responsável pela construção do Rodoanel Norte, ressaltou que obras grandes como essa podem gerar impacto positivo, com trabalhos sociais com a comunidade do entorno

Ele citou a regularização e assentamento de duas mil famílias que estão em área ocupada irregularmente durante o período em que as obras ficaram paradas, o que causou desmatamento. “A região da obra tem 700 hectares de Mata Atlântica e vamos entregar 1.300 hectares recuperados”, afirmou.

Segundo Ramos, além da geração de dez mil empregos, sendo seis mil diretos, o Rodoanel Norte, quando concluído, deve diminuir em 10% a poluição de toda a região metropolitana de São Paulo. O executivo disse ainda que a empresa pretende ter sua frota totalmente elétrica até o final de 2026, tonando-se a primeira concessionária de rodovias do Brasil a alcançar a meta de zero carbono. 

O presidente da Sabesp, Carlos Piani, explicou que a meta da companhia é universalizar o serviço da água e esgoto no estado de São Paulo em quatro anos, levando saneamento a 30 milhões de pessoas. “Queremos trazer resultado com valorização ambiental”, afirmou o executivo.

Piani apontou que há grande quantidade de água sem destinação correta e que a região metropolitana de São Paulo possui uma das mais baixas disponibilidades hídricas de todas as grandes cidades do mundo. “Estamos investindo em tecnologia e comunicação com os consumidores, com a implantação de quatro milhões de medidores inteligentes para que tenham oportunidade de saber seu consumo diário pelo aplicativo para fazer gestão eficiente”, acrescentou.

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