11/02/2026 | 16h46  •  Atualização: 11/02/2026 | 20h29

Mercadante defende manutenção de debêntures para sustentar investimentos

Foto: Tomaz Silva

Marília Sena, da Agência iNFRA

O presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Aloizio Mercadante, defendeu nesta quarta-feira (11), durante evento no Palácio do Planalto, a manutenção do modelo de debêntures incentivadas para financiar investimentos em infraestrutura.

Segundo ele, o banco tem ampliado a captação de recursos no mercado com a manutenção dessas debêntures, que têm incentivos fiscais, como instrumento essencial para sustentar o financiamento de projetos de infraestrutura no país.

“O que garante esse investimento são as debêntures incentivadas. É muito importante manter esse instrumento”, disse.

O fim dos subsídios nas operações do banco, a partir de 2023, e o atual patamar da taxa básica de juros exigiram mudança no modelo de financiamento, lembrou o presidente da instituição. “Até 2022, o BNDES tinha subsídio na taxa básica de juros. A partir de 2023, acabaram os subsídios, 85% do que a gente fez é sem subsídio”, afirmou.

Mercadante destacou ainda que o nível da Selic encarece o crédito e dificulta a estruturação de financiamentos de longo prazo. A Selic chegou a 15% ao ano – o maior patamar em quase 20 anos. Diante desse cenário, o banco passou a priorizar a captação direta no mercado.

Segundo o presidente do BNDES, as emissões vêm sendo estruturadas de forma faseada, permitindo ajustes ao longo da execução dos empreendimentos, o que dá maior flexibilidade para o pagamento do financiamento ao longo do contrato.

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