Marília Sena, da Agência iNFRA
O presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Aloizio Mercadante, defendeu nesta quarta-feira (11), durante evento no Palácio do Planalto, a manutenção do modelo de debêntures incentivadas para financiar investimentos em infraestrutura.
Segundo ele, o banco tem ampliado a captação de recursos no mercado com a manutenção dessas debêntures, que têm incentivos fiscais, como instrumento essencial para sustentar o financiamento de projetos de infraestrutura no país.
“O que garante esse investimento são as debêntures incentivadas. É muito importante manter esse instrumento”, disse.
O fim dos subsídios nas operações do banco, a partir de 2023, e o atual patamar da taxa básica de juros exigiram mudança no modelo de financiamento, lembrou o presidente da instituição. “Até 2022, o BNDES tinha subsídio na taxa básica de juros. A partir de 2023, acabaram os subsídios, 85% do que a gente fez é sem subsídio”, afirmou.
Mercadante destacou ainda que o nível da Selic encarece o crédito e dificulta a estruturação de financiamentos de longo prazo. A Selic chegou a 15% ao ano – o maior patamar em quase 20 anos. Diante desse cenário, o banco passou a priorizar a captação direta no mercado.
Segundo o presidente do BNDES, as emissões vêm sendo estruturadas de forma faseada, permitindo ajustes ao longo da execução dos empreendimentos, o que dá maior flexibilidade para o pagamento do financiamento ao longo do contrato.





