13/02/2026 | 17h03  •  Atualização: 13/02/2026 | 19h00

Agentes ficam satisfeitos com novos preços-teto do LRCAP 2026

Foto: Domínio Público

Marisa Wanzeller e Geraldo Campos Jr., da Agência iNFRA

A alteração dos preços-teto do LRCAP (Leilão de Reserva de Capacidade em forma de Potência) 2026 foi bem recebida pelos agentes termelétricos, que avaliam que os novos valores permitirão mais competitividade aos certames. Os preços foram redefinidos pelo MME (Ministério de Minas e Energia) e publicizados em reunião extraordinária da diretoria da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) realizada nesta sexta-feira (13) para incluir as modificações nos editais.

A Eneva, por exemplo, disse em nota que agora os valores estão alinhados aos indicadores econômicos do setor de energia. De forma que “atrairá grande competição e permitirá que o leilão cumpra o seu objetivo maior, de garantir a segurança do suprimento de energia elétrica ao país”.

A Abraget, associação que reúne geradores termelétricos do país, ressaltou em comunicado “a atitude do MME pela grandeza de reconhecer que os valores de preços-teto, anteriormente publicados, não permitiriam um leilão de reserva de capacidade adequado”. Endossando que, agora, será possível realizar certames competitivos.

Outros agentes do setor disseram à Agência iNFRA que “prevaleceu o bom senso” e que consideraram correta a postura do governo de revisitar os valores. Contudo, apesar da comemoração, houve quem destacou que dobrar o preço em um curto espaço de tempo evidencia o equívoco cometido na formulação dos preços iniciais.

Consumidores
A Abrace Energia, associação que reúne os grandes consumidores de energia elétrica, avalia que a atualização dos preços-teto tem como base “as melhores informações disponíveis, o que pode favorecer a competitividade do certame e ampliar a participação de ofertantes”. Mas destaca que o volume a ser contratado pelo MME será a variável mais sensível para os consumidores.

“Por exemplo, se a contratação atingir 10 GW, estima-se impacto da ordem de R$ 45/MWh. Caso alcance 15 GW, o impacto tarifário será de aproximadamente R$ 67/MWh”, calcula a associação, que recomenda a realização de certames anuais nos próximos três anos para dar “previsibilidade” aos investidores.

Hidrelétricas
Mesmo com o aumento significativo dos preços-teto para os produtos térmicos e a manutenção do valor para as hidrelétricas, agentes do segmento apontaram que o cenário não muda a viabilidade da contratação das UHEs.

Isso porque no produto com início da entrega em 2030, as hidrelétricas terão preferência de contratação sobre as térmicas. Em 2031, elas competirão juntas, mas prevalecerá o menor lance.

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