da Agência iNFRA
A entrada da Âmbar Energia no setor nuclear brasileiro foi consolidada com sua associação à Abdan (Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Atividades Nucleares). O movimento ocorre após a companhia, do grupo J&F, assumir a participação antes detida pela antiga Eletrobras (agora Axia) na Eletronuclear, responsável pelas usinas Angra 1, Angra 2 e pela construção de Angra 3.
À época, a operação foi viabilizada após a venda da fatia da Eletrobras e a reorganização societária da estatal nuclear. Com a saída da antiga controladora e a renúncia ao direito de preferência por parte da ENBPar/Axia, foi concluído o novo arranjo acionário da companhia.
Agora, com a filiação à Abdan, a Âmbar passa a integrar formalmente o ambiente institucional do setor, que reúne empresas, técnicos e representantes do poder público. A empresa já ocupa assento no Conselho de Administração da entidade, representada por Cristiano Wujastyk, diretor de Novos Negócios, Estratégia e Inteligência de Mercado.
A entrada de capital privado no segmento ocorre em meio ao debate sobre segurança energética e transição para fontes de menor emissão. Além da expectativa em torno da retomada de Angra 3, executivos da Âmbar indicaram que avaliam novos projetos no país, como os pequenos reatores modulares (SMRs) para impulsionar melhores condições econômicas e oportunidades tecnológicas.
“A entrada do capital privado em um segmento historicamente concentrado no Estado sinaliza uma mudança de paradigma. Em um contexto de crescimento da demanda por energia, necessidade de segurança energética e metas de descarbonização, a energia nuclear volta ao centro do debate como fonte firme, previsível e de baixa emissão de carbono”, disse Celso Cunha, presidente da Abdan.







