30/04/2026 | 16h01  •  Atualização: 30/04/2026 | 18h35

Motiva vê apetite por fatia de seus ativos de mobilidade, mas adota cautela

Luiz Araújo, da Agência iNFRA

O vice-presidente financeiro da Motiva, Rodrigo Araujo, afirmou nesta quinta-feira (30) que o grupo está em processo de definição do perfil de investidor que pretende atrair na eventual venda de participação em sua plataforma de mobilidade urbana. Durante a conferência de apresentação dos resultados operacionais, o executivo disse que o movimento se mostra necessário diante do interesse da companhia por novas linhas do metrô de São Paulo.

A alienação de participação minoritária na plataforma de mobilidade está prevista no plano estratégico atualizado no fim do ano passado. Segundo o executivo, embora o grupo já venha sendo procurado por interessados, ainda não há um processo formal estruturado no mercado. “Contamos com um assessor financeiro mandatado e estamos, internamente, avaliando o direcionamento estratégico, buscando ser objetivos e pragmáticos”, afirmou.

A Motiva opera concessões de transporte urbano em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Os estudos em andamento para a concessão das linhas 1 (Azul) e 2 (Verde) do metrô paulista colocaram esses ativos como prioridade para a companhia. “Estamos falando de projetos com demanda de Capex bastante relevante. Portanto, esse movimento pode ser importante para que consigamos navegar nesse cenário”, disse o vice-presidente financeiro.

Entre as alternativas avaliadas, o executivo afirmou que estão sendo considerados perfis além dos investidores tradicionais desse tipo de ativo, como fundos de pensão. Também é considerada a entrada de parceiros com experiência operacional em “outras geografias”. Outra frente envolve investidores com expertise em construção, especialmente diante do volume de obras previsto. Também está em avaliação atrair agentes com capacidade de desenvolver receitas acessórias, como exploração comercial e imobiliária.

Apesar do interesse do mercado, o executivo ressaltou que a companhia seguirá avançando com cautela na estruturação da operação. “Seguimos conduzindo nossa diligência e dedicando tempo à definição da estratégia, especialmente em relação à governança e às alavancas de criação de valor”, afirmou Rodrigo, ao reforçar o compromisso com as diretrizes do plano estratégico.

Aditivos
Durante a conferência desta quinta, o CEO da Motiva, Miguel Setas, falou sobre aditivos em discussão para seus contratos da plataforma de mobilidade. Citou que o primeiro aditivo da Linha 4 (Amarela) está sendo executado. Outro aditivo, nos contratos das linhas 8 e 9 (Diamante e Esmeralda), está prestes de ser concluído, estando relacionado ao acordo de implantação do novo sistema de sinalização ETCS, tecnologia para otimizar as operações.

Ainda segundo o CEO, também estão em curso negociações com o governo de São Paulo para a extensão da Linha 5 (Lilás), possivelmente com a inclusão de duas novas estações no traçado.

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