Vinicius Werneck, da Agência iNFRA
O presidente Lula anunciou, nesta quinta-feira (30), R$ 21,2 bilhões para uma nova rodada de financiamentos com objetivo de renovação da frota de veículos pesados no país. O anúncio foi feito em cerimônia no Palácio do Planalto e faz parte do programa Move Brasil, que antes previa apenas a compra de caminhões, mas traz agora a lista acrescida de ônibus, micro-ônibus e implementos rodoviários, como reboques e carrocerias.
A linha vai ser operacionalizada pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), que vai ter R$ 14,4 bilhões de recursos oriundos do Tesouro Nacional e R$ 6,7 bilhões de recursos adicionais do banco. O Planalto detalhou que as condições são estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional e que o valor máximo financiável por beneficiário vai ser de R$ 50 milhões.
Na primeira etapa do programa, segundo o governo, os R$ 10 bilhões disponibilizados em janeiro deste ano foram consumidos em dois meses, totalizando mais de 8 mil operações de compra. “O Move 1 atendeu com mais precisão, pois tinham mais recurso, as entregadoras. Os autônomos foram muito poucos. Alguma coisa estava atrapalhando as pessoas a ter acesso ao dinheiro”, disse o presidente Lula.
“Então, resolvemos melhorar as condições, aumentar a carência, os anos para pagar e reduzir a taxa de juros, que ainda é alta, mas a gente não compara com o que acha perfeito, mas com o que é possível fazer naquele momento no mercado. Quero que os bancos olhem com muito carinho”, completou o presidente.
Medidas Provisórias
Na cerimônia, Lula assinou as duas medidas provisórias para a nova etapa do programa. A primeira autoriza a União a aumentar sua participação no FGI (Fundo Garantidor para Investimentos) em até R$ 2 bilhões. O objetivo seria “ampliar a capacidade do fundo de oferecer garantias em operações de crédito, principalmente para MPMEs (micro, pequenas e médias empresas), além de estender os prazos”, disse o governo em nota.
Já a segunda cria crédito extraordinário de R$ 17 bilhões para “dar cobertura ao aporte de R$ 2 bilhões no FGI, à ampliação do Move Brasil, com recursos de R$ 14,5 bilhões e ao aporte de R$ 500 milhões ao FGCE (Fundo Garantidor de Operações de Comércio Exterior), com o propósito de viabilizar a ampliação da oferta de garantias públicas às exportações”.
Também participaram do anúncio no Planalto o vice-presidente, Geraldo Alckmin, além dos ministros Guilherme Boulos (Secretaria-Geral) e Miriam Belchior (Casa Civil). “O Move 2 é um programa maior e melhor que o Move 1. Maior para os autônomos, que o valor disponibilizado dobrou para R$2 bi. Ampliou a carência, de 6 para 12 meses; o prazo para 10 anos; e reduziu o juros”, destacou Alckmin.
Podem participar do programa Move Brasil os transportadores autônomos, pessoas físicas associadas a alguma cooperativa de transporte rodoviário, além de empresários ou pessoas jurídicas do setor. Os recursos só podem ser usados para compra de veículos nacionais e que atendam às regras do BNDES.







