Beatriz Kawai, da Agência iNFRA
A Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais) segue trabalhando com as prefeituras a quem presta serviço para incentivar a adesão às URAEDs (Unidades Regionais de Abastecimento de Água, Esgotamento Sanitário e Drenagem e Manejo), segundo a diretora-presidente da estatal, Marília Carvalho de Melo. A ideia por trás é permitir que a companhia firme um único contrato com o bloco de cidades da URAED-1 – já atendidos pela Copasa –, o que facilita o processo de renovação dos negócios, sem que eles precisem ser negociados individualmente com cada prefeitura.
A prorrogação dos contratos é um processo importante para a nova fase da empresa, que deve ser privatizada ainda neste semestre. “Nós fizemos uma assembleia com os municípios, convocada pela Associação Mineira de Municípios, onde nós tivemos também a oportunidade de apresentar as vantagens na conversão de contratos”, disse Melo nesta segunda-feira (11), em teleconferência sobre os resultados do primeiro trimestre deste ano.
Cronograma de privatização
A executiva destacou que, na sexta-feira (8), foi encerrada a etapa prévia de qualificação do investidor de referência, na qual os interessados deveriam comprovar capacidade técnica e financeira para deter 30% do capital votante da Copasa. O requisito faz parte do manual de participação, incluído no desenho de desestatização da companhia, proposto pelo atual acionista controlador, o estado de Minas Gerais.
Ainda não é certo quando o processo de privatização será concluído – a expectativa é de acontecer ainda no primeiro semestre de 2026. Conforme Melo, a empresa mantém diálogo constante com TCE-MG (Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais), que, no mês passado, autorizou o avanço das etapas preparatórias para uma eventual privatização da Copasa, mas manteve a proibição de qualquer ato que implique a venda efetiva da companhia.
Na semana passada, a Copasa informou sobre a conclusão da mesa de conciliação instaurada com a corte, na qual foi decidido prever a possibilidade de inclusão de serviços de esgoto nos contratos de municípios em que a empresa atende apenas abastecimento de água sem processo licitatório. Pela decisão, 273 municípios podem, a partir da extensão dos prazos dos contratos, incluir as atividades de esgotamento por meio de reequilíbrios econômico-financeiro.





