27/05/2026 | 18h14

Estudo mostra déficit de investimentos em saneamento nas capitais brasileiras 

Foto: Governo Federal

da Agência iNFRA

As capitais brasileiras investiram, em média, pouco mais da metade do valor considerado necessário para universalizar os serviços de saneamento básico, segundo o Ranking do Saneamento 2026, divulgado pelo Instituto Trata Brasil.

De acordo com o levantamento, apenas Cuiabá superou a estimativa do PLANSAB, que prevê investimento anual de R$ 225 por habitante para atingir as metas de universalização até 2033. A capital mato-grossense investiu R$ 349,98 por morador entre 2020 e 2024. Na outra ponta, Rio Branco (AC) registrou o menor investimento, com R$ 8,99 por habitante. A média das 27 capitais ficou em R$ 138,27 no período. 

Os maiores déficits continuam concentrados na região Norte. Porto Velho, por exemplo, atende apenas 30,74% da população com água e coleta de esgoto. Já Macapá possui cobertura de coleta de esgoto de 14,94%.

O estudo mostra ainda que apenas cinco capitais já atingiram a meta de 99% de cobertura de abastecimento de água prevista no Marco Legal do Saneamento. No esgotamento sanitário, somente sete cidades possuem mais de 90% de coleta.

Segundo o relatório, a maior parte das capitais ainda está distante das metas de universalização previstas para 2033, o que reforça a necessidade de ampliar os investimentos em água e esgoto nos próximos anos.

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