Rafael Bitencourt, da Agência iNFRA
Os pedidos de pesquisa para mineração de terras raras – conjunto dos 17 elementos usados em tecnologias mais avançadas – dispararam nos últimos anos, segundo dados da ANM (Agência Nacional de Mineração). Foram registrados 3.038 processos entre 2023 e 8 de junho deste ano, volume quatro vezes maior que os 745 pedidos protocolados em quase cinco décadas (47 anos), entre 1975 e 2022.
Os requerimentos de pesquisa representam a fase inicial da busca do setor por reservas economicamente viáveis para a extração dos elementos que, atualmente, estão no centro da disputa geopolítica entre Estados Unidos e China.
Os números começaram a aumentar de forma acelerada a partir de 2023, com 901 requerimentos. O auge foi alcançado no ano seguinte, com 1.081 processos em 2024. No ano passado, a agência registrou 655 requerimentos de pesquisas para terras raras. Este ano, até 8 de junho, 401 novos processos entraram na reguladora.
A corrida pelos projetos de terras raras se intensificou nos últimos anos para responder ao crescimento da demanda por carros elétricos, turbinas eólicas e painel solar nas próximas décadas, provocada pela transição energética. O Brasil passou a receber a atenção dos investidores estrangeiros por contar com a segunda maior reserva mundial.






