15/06/2026 | 10h00  •  Atualização: 15/06/2026 | 14h02

Infra S.A. planeja criar portfólio com 12 terminais ferroviários greenfield

Foto: Rumo

Beatriz Kawai, da Agência iNFRA

A Infra S.A. lançará uma oferta pública permanente para criar um portfólio com, inicialmente, doze áreas greenfield na área da Ferrovia Norte-Sul para implantação de novos terminais ferroviários. Os projetos fazem parte da iniciativa da companhia controlada pela União de buscar menos dependência financeira do Tesouro. 

Junto às novas operações, a empresa espera leiloar, em setembro, cinco áreas brownfield que, por determinação do Ministério dos Transportes, serão objeto de licitação, ao invés de terem os contratos atuais renovados. As operações fazem parte da carteira de dez terminais ferroviários da Infra S.A. nos tramos Norte, Central e Extensão Sul, da FNS.

As novidades foram apresentadas na última quinta-feira (11) no evento “Novos Caminhos sobre Trilhos”, promovido pelo Ministério dos Transportes na B3, em São Paulo, para explicar a carteira ferroviária. Veja a apresentação da estatal.

“Não sabíamos se renovava os contratos que temos de arrendamento ou se faríamos uma nova licitação. Foi uma decisão do ministério de fazer uma nova licitação, que eu acho que é o ideal”, explicou o diretor-presidente da Infra S.A., Jorge Bastos, no evento, destacando que a licitação de cada terminal será feita individualmente. A expectativa é que os editais sejam lançados em julho e os leilões ocorram em setembro.

São dois terminais de granéis sólidos e três de líquidos, somando 29,3 hectares de área e R$ 91,6 milhões em Capex (investimentos). A movimentação totaliza cerca de cinco milhões de toneladas úteis por ano. “Nosso objetivo aqui é ampliar essa movimentação e trazer também uma novidade com relação ao estoque de áreas que nós temos na Infra S.A. vocacionada para a implantação de novos terminais”, disse o diretor de empreendimentos da estatal, André Luís Ludolfo.

Nova carteira
Para as doze áreas greenfield, também na FNS – principalmente nos tramos Norte, Central e Extensão Sul –, a companhia irá apresentar ao mercado brevemente o potencial logístico para implantação dos novos terminais. Havendo interesse, a Infra S.A. realizará um processo simplificado de estudos, ao invés de EVTEA (Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental).

O modelo prevê contraprestação fixa em razão da utilização da propriedade da estatal e contraprestação variável, relacionada à movimentação do terminal em tonelada útil. Caso a carteira tenha mais de um player interessado, será realizado um rápido processo competitivo para definição de vencedor.

Segundo Ludolfo, a medida casa com a diretriz do Ministério dos Transportes de a estatal se tornar menos dependente do Tesouro Nacional. “Essa é uma das iniciativas que a Infra S.A. passa a adotar em busca dessa não dependência do Tesouro”, comentou.

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