Rafael Bitencourt, da Agência iNFRA
A Vale estuda a viabilidade do reprocessamento de rejeito na produção de cobre da mina de Salobo, no Pará, para produzir minério de ferro, afirmou nesta quarta-feira (26) o vice-presidente executivo técnico da mineradora, Rafael Bittar. Segundo ele, a pesquisa faz parte do programa de circularidade da companhia voltado para aproveitamento de rejeito.
“A gente tem um estudo bem avançado para ter minério de ferro magnetítico a partir do rejeito de cobre, e vem avançando em projeto de engenharia para fazer isso, mas ainda está no estágio inicial”, afirmou o executivo à imprensa após participar de painel na Exposibram 2026.
Bittar disse que ainda são “muito prematuros” os resultados do projeto. “A gente está cautelosamente otimista com os resultados que tem tido até o momento”, disse. Ele afirmou que já soube de pesquisas no Brasil para usar rejeito de cobre com o objetivo de produzir fertilizantes, produto que não está atualmente no portfólio da companhia.
Ouro e terras raras
No evento, em Belo Horizonte (MG), Bittar disse que a Vale tem buscado “outros minerais” no reprocessamento de rejeitos. “A gente tem estudado em centro de pesquisa, no Brasil e fora, buscando outros elementos, como terras raras e ouro”, informou.





