Ana Luísa Egues, da Agência iNFRA
A Petrobras não descarta a atividade de perfuração simultânea no bloco FZA-M-59, localizado na Bacia da Foz do Amazonas, informou a estatal em reunião realizada com o Ibama na segunda-feira (31). Segundo a companhia, não existe previsão deste tipo de operação para o bloco, embora a hipótese não seja descartada futuramente. Isso permitiria acelerar a campanha exploratória na região.
No momento, a Petrobras perfura o poço Morpho no FZA-M-59, cujos indícios de óleo foram anunciados ao mercado no dia 14 de agosto. A atividade é realizada por meio da sonda NS-42 – também conhecida como ODN-II, da Foresea.
A companhia tenta, junto ao Ibama, incluir o navio-sonda NS-43 (Amaralina Star, da Constellation) no novo texto da licença de operação que autorizou a perfuração do poço Morpho. O pedido, segundo a Petrobras, tem como objetivo maior flexibilidade operacional para o planejamento da campanha exploratória.
Além da inclusão da NS-43, a Petrobras também tenta o aval do Ibama para a perfuração de três poços contingentes no FZA-M-59. É possível que essa campanha exploratória seja realizada em conjunto com atividades na Bacia Potiguar, tendo em vista que as duas sondas estão autorizadas a operar na concessão BM-POT-17 (que abrange os blocos POT-M-853 e POT-M-855) e no bloco POT-M-762.
Para essas áreas, o Ibama já autorizou a perfuração marítima dos poços Mãe de Ouro e Itanhangá. Estima-se que Mãe de Ouro será perfurado ainda neste ano, após o término da perfuração do Morpho.
Na reunião, a Petrobras explica que ainda não possui um cronograma consolidado para as próximas etapas, uma vez que essas definições dependem da conclusão da atual campanha exploratória e de avaliações internas. O Ibama, por sua vez, afirma que está trabalhando “de forma intensiva” na análise do pedido de retificação da licença.





