Lais Carregosa e Marisa Wanzeller, da Agência iNFRA
O ministro Alexandre Silveira disse nesta quarta-feira (2) que o MME (Ministério de Minas e Energia) trabalha para evitar que o leilão de baterias seja adiado. O certame está marcado para dezembro deste ano, mas enfrenta questionamentos do setor sobre o custeio do encargo de armazenamento.
Questionado sobre o possível adiamento do certame, Silveira respondeu que, “tecnicamente, sempre há possibilidade”, mas disse considerar “uma perda para o Brasil” caso isso ocorra.
“O leilão é fundamental para dar estabilidade às energias renováveis que crescem de forma exponencial e são importantes de serem estimulados no país”, afirmou o ministro à imprensa após participação em audiência pública na Câmara dos Deputados.
A possibilidade de adiamento do leilão tem sido especulada nos bastidores do setor elétrico em meio ao descontentamento dos agentes com a regra que aloca aos geradores o pagamento dos custos da contratação de baterias.
Após articulação dos geradores, o deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP) apresentou o PL (Projeto de Lei) 3.716/2026, que visa excluir o trecho da Lei da Reforma do Setor Elétrico (Lei 15.269) que trata do custeio. Além dessa frente, os agentes também tentaram aprovar emendas em outros projetos no Congresso com o mesmo objetivo, mas sem sucesso.





