02/10/2026 | 21h40

Rio assina acordo para liberar migração ao mercado livre de gás

Foto: Domínio público

da Agência iNFRA

O governo do Rio de Janeiro assinou nesta sexta-feira (2) acordo que viabiliza a migração de consumidores industriais para o mercado livre de gás natural. A medida reconhece o consumo mínimo de 10 mil m³ (metros cúbicos) por dia para habilitação como consumidor livre. Com a mudança, indústrias poderão comprar gás diretamente de produtores ou fornecedores e pagar pelo uso da rede de distribuição de gás canalizado.

O acordo encerra a disputa judicial que suspendia novas migrações e permite a efetivação dos pedidos já formalizados, após homologação. Também assinaram o acordo a Agenersa (Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio de Janeiro) e a Naturgy.

Segundo o governo estadual, sete empresas que já formalizaram interesse na adesão ao mercado livre terão suas migrações efetivadas: CSN, em Porto Real; Braskem, em Duque de Caxias; ArcelorMittal; Owens-Illinois; Nitriflex; Saint-Gobain; e SCHOTT. Já compram gás no mercado livre a CSN, Ternium, Gerdau e a Guardian.

De acordo com a Agenersa, o consumo mínimo de 10 mil m³ por dia vale no Rio de Janeiro desde 2020. O acordo, segundo a agência, assegura o cumprimento da regra e permite retomar processos que estavam parados.

Para consumidores residenciais, comerciais e motoristas que usam GNV, o abastecimento segue sob responsabilidade das distribuidoras.

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