da Agência iNFRA
O CMSE (Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico) informou, nesta quarta-feira (7), que o SIN (Sistema Interligado Nacional) encerrou o período seco deste ano com níveis de armazenamento superiores aos registrados no mesmo período do ano passado, mesmo com a influência do fenômeno El Niño. O resultado reflete o monitoramento das condições hidroenergéticas e as medidas adotadas pelo CMSE e pelas instituições do setor, que contribuíram para a manutenção da bandeira tarifária verde.
Durante a reunião do comitê, a ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) apresentou um cronograma com os próximos passos para a continuidade e o aprimoramento dos mecanismos de Resposta da Demanda, com base nas orientações do CMSE. A agência prevê aperfeiçoamentos no produto disponibilidade, envolvendo prazo e recorrência, acionamentos, remuneração, medição, participação e transparência, nas dimensões regulatória, técnico-comercial, de sistemas e de operação.
Já o ONS ressaltou que o SIN encerrou o período seco com armazenamento de 61% ao final de setembro de 2026, ante 56% no mesmo período de 2025. A operação também enfrentou eventos como quedas de torres de linhas de transmissão associadas a condições climáticas no Sul e o cenário de estiagem na Região Norte. Em setembro, a robustez da Rede Básica foi de 96,5%, ante 95,4% no mesmo mês de 2025.
Para os próximos seis meses, o ONS prevê, em um cenário de maior demanda e condições hidroenergéticas desfavoráveis, o uso complementar de UTEs (Usinas Termelétricas), a operação das UHEs (Usinas Hidrelétricas) do rio São Francisco e o uso do reservatório da UHE Itaipu. A previsão também considera o uso da Reserva de Potência Operativa em novembro e a partir de janeiro de 2027. Além disso, o ONS apresentou os avanços nas medidas para aliviar o carregamento dos transformadores da SE (Subestação) Sinop (MT).
O CMSE registrou que, em setembro, foram adicionados 331 MW de capacidade instalada de geração centralizada, com destaque para a entrada parcial em operação da UTE Manaus I, com 114,79 MW, e das UFVs Sol de Brotas 03, 04, 06 e 07, com 130 MW. Na transmissão, entraram em operação 547 km de linhas e 2.716 MVA de capacidade de transformação, incluindo as linhas de 500 kV Ribeiro Gonçalves–São João do Piauí II C3 e Curral Novo do Piauí II–São João do Piauí II C1.
No monitoramento da comercialização, a CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) apresentou a previsão da liquidação financeira do MCP (Mercado de Curto Prazo), referente à contabilização de agosto. Dos R$ 2,27 bilhões previstos, R$ 1,8 bilhão foi liquidado, sendo R$ 359,63 milhões destinados à CONER (Conta de Energia de Reserva) e R$ 0,31 milhão à CONCAP (Conta de Potência para Reserva de Capacidade). Os R$ 476,21 milhões restantes não foram pagos.




