20/10/2026 | 22h43  •  Atualização: 20/10/2026 | 23h10

Minerais críticos podem ter mais oferta de capital com corte na Selic, diz Levy

Foto: ABPM/YouTube

Rafael Bitencourt, da Agência iNFRA

O economista Joaquim Levy, diretor de Estratégia Econômica e Relações com Mercados do Banco Safra, afirmou nesta terça-feira (20) que o segmento de minerais críticos poderá contar com maior oferta de capital doméstico se houver um corte adicional até dois pontos percentuais na taxa básica de juros, a Selic.

Em apresentação no Invest Mining Summit 2026, ele disse que essa redução de juros levaria inclusive a uma “menor pressão” por fontes de financiamento do governo. O evento, realizado anualmente pelo setor de mineração na Faria Lima, em São Paulo, discute oportunidades de financiamentos de projetos por meio do mercado de capitais.

“Se liberar 1% ou 2% do PIB de juros do governo para poder ter outros tomadores, você inclusive vai enriquecer essa última coluna [em tabela apresentada], com mais capital doméstico”, disse Levy, ao comentar slide sobre investimentos na exploração de níquel no Brasil.

Para o economista, que foi ministro da Fazenda, o cenário de juros menor poderia atrair oferta de capital de fundos – de renda fixa, inclusive – e via compra de participação nos projetos, o que ofereceria “maior dinamismo de equity” tanto do investidor individual quanto institucional.

“Então, eu preveria neste cenário de transição ordenada da política monetária uma diversificação da fonte de financiamento doméstica para o setor bastante significativo nos próximos três a cinco anos”, afirmou o economista do Banco Safra.

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