28/08/2026 | 12h51

Abegás defende inclusão do gás natural no projeto do Redata

Foto: Divulgação/EBC

da Agência iNFRA

A Abegás (Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado) divulgou manifesto nesta sexta-feira (28) defendendo a inclusão do gás natural no PL (Projeto de Lei) 278/2026, que institui o Redata (Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Centers). O texto está em tramitação no Senado Federal e tem expectativa de ser votado na próxima semana, em esforço concentrado, sob relatoria do senador Cid Gomes (PSB-CE).

O texto aprovado na Câmara em fevereiro prevê um conjunto de benefícios tributários para data centers, mas exige contrapartidas como o uso de energia renovável. O pleito do segmento é que a geração a partir do gás também esteja no escopo do regime especial, o que, segundo a Abegás, ajudaria a garantir a segurança energética nacional e viabilizar a atração de investimentos de alta tecnologia.

Para a associação, o retorno do projeto à pauta do Senado é um sinal positivo. “Não vejo outro caminho para garantir a segurança energética sem viabilizar o gás natural”, afirma Marcelo Mendonça, diretor-executivo da Abegás. Ele destacou que a flexibilidade máxima permitida na operação dessas centrais de dados é de apenas 0,013% de interrupção no fornecimento, o que equivale a menos de cinco minutos de oscilação em um ano inteiro.

“Essa é uma pauta estratégica para o Brasil. Data centers são energointensivos e possuem uma necessidade muito grande de energia firme. O fornecimento de energia deve ser contínuo, estável e imune a falhas ou variações climáticas. E o gás natural propicia essa segurança energética”, destaca.

Mendonça lembrou que países como os Estados Unidos têm montado termelétricas especificamente para ancorar a demanda energética de suas infraestruturas digitais. “Não faz sentido criar bloqueios e excluir o gás natural, que é o energético da transição. Longe de competir com as fontes renováveis, o gás natural oferece o lastro necessário para viabilizar a operação contínua dos data centers, abrindo caminho também para o desenvolvimento do biometano.”

A Abegás defende a aprovação da emenda 22, apresentada pelo senador Laércio Oliveira (SE), que inclui formalmente o gás natural entre as fontes aptas ao suprimento energético. A inclusão, argumenta a associação, garante previsibilidade de custos, reduz o risco operacional e assegura aos investidores a liberdade de contratar uma opção energética competitiva e firme.

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