da Agência iNFRA
A ABIHV (Associação Brasileira da Indústria do Hidrogênio Verde) apresentou aos candidatos à Presidência da República uma agenda de propostas para o desenvolvimento do setor no país, com medidas voltadas a regulação, financiamento, infraestrutura, demanda e inserção internacional.
Segundo estimativas da LCA Consultores incluídas no documento, a indústria de hidrogênio de baixo carbono pode mobilizar R$ 135 bilhões em investimentos produtivos até 2034, além de gerar impacto adicional estimado de R$ 301 bilhões no PIB, R$ 32 bilhões em arrecadação líquida e até 608 mil ocupações. A entidade ressalta que os números são estimativas condicionais, e não previsões.
A agenda está organizada em cinco frentes: previsibilidade regulatória e incentivos; competitividade e modernização do setor elétrico; demanda, contratos e financiamento; infraestrutura, política industrial e desenvolvimento regional; e certificação e inserção internacional.
Entre as propostas, a ABIHV defende a criação de contratos de compra de longo prazo e instrumentos para estimular a demanda em setores como fertilizantes, siderurgia, refino, indústria química, aviação e transporte marítimo. A entidade também propõe maior participação de bancos públicos, fundos climáticos e mecanismos de garantia para reduzir o custo de capital dos primeiros projetos.
No setor elétrico, a associação destaca que a eletricidade pode representar de 60% a 70% do custo nivelado do hidrogênio. Por isso, defende que a demanda dos eletrolisadores seja incorporada ao planejamento energético e da transmissão, além de mudanças na formação do PLD (Preço de Liquidação das Diferenças), reconhecimento dos eletrolisadores como cargas flexíveis e regras mais claras para cortes de geração renovável.





