da Agência iNFRA
A capacidade total de processamento de oleaginosas no Brasil atingiu 86,4 milhões de toneladas neste ano, com crescimento de 13,1% na capacidade diária na comparação com 2025, impulsionado pelo aumento da demanda por farelo e óleo vegetal, especialmente para a produção de biodiesel. Os dados são da Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais), apresentados na edição 2026 da Pesquisa de Capacidade Instalada das Indústrias de Óleos Vegetais.
A região Centro-Oeste foi destaque, passando de 102.705 toneladas por dia em 2025 para 112.288 t/dia em 2026, o que corresponde a 42,9% da capacidade nacional. Entre os estados, o Mato Grosso lidera com 56.559 t/dia, respondendo por 21,6% da capacidade de processamento do país.
O número de empresas de processamento também cresceu. Na comparação anual, subiu de 75 para 89, o que representa crescimento de 18,7%. As unidades industriais passaram de 149 para 157, avanço de 5,4%. O total de plantas ativas cresceu de 131 para 148, aumento de 13,0%, enquanto as unidades paradas caíram de 12 para 6.
O setor registrou ainda 3 plantas em construção, ante 6 no último levantamento. Já a capacidade diária total de processamento alcançou 261.868 toneladas, alta de 13,1%. A capacidade em plantas ativas foi de 255.544 toneladas por dia, crescimento de 16,2%, enquanto a capacidade equivalente em plantas paradas ficou em 6.324 toneladas por dia.
No segmento de refino, a capacidade instalada cresceu 2,5%, passando de 25.768 para 26.425 toneladas por dia, o equivalente a aproximadamente 8,7 milhões de toneladas anuais. Já a capacidade de envase permaneceu estável em 14.811 toneladas por dia.
A Abiove também identificou R$ 7,65 bilhões em investimentos previstos para expansão e implantação de unidades industriais. Os projetos têm potencial para acrescentar 22.550 toneladas por dia à capacidade de processamento, o equivalente a cerca de 7,4 milhões de toneladas anuais. A estimativa é de geração de aproximadamente 13,4 mil empregos diretos e indiretos.





