Geraldo Campos Jr., da Agência iNFRA
A ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) decidiu não prosseguir com o processo que avaliava a mudança da sede para um imóvel alugado em Brasília e continuar no prédio atual. O voto do diretor-geral, Sandoval Feitosa, foi aprovado em reunião administrativa virtual da diretoria realizada na última sexta-feira (2). A avaliação estava em curso desde 2024, após um edital conjunto aberto por várias entidades federais para buscar novos espaços físicos.
Conforme o voto, que só ficou público na terça-feira (6), a permanência e a modernização do atual edifício eram “mais vantajosas ao interesse público”. Feitosa apontou que a solução “preserva o uso de imóvel da União sem ônus de locação, evita custo adicional estimado em R$ 131,4 milhões no horizonte de dez anos, reduz riscos de transição e permite associar as obras necessárias a uma política estruturada de racionalização dos espaços”.
Custo impeditivo
O diretor-geral destacou que a restrição orçamentária enfrentada pela agência seria impeditiva. Além da avaliação econômica, ele destacou outros pontos como a viabilidade das obras de correção das não conformidades do prédio atual – orçadas em R$ 38,2 milhões em dez anos –, o valor dos investimentos já realizados na sede (R$ 34 milhões), a dificuldade que seria a transferência do data center da ANEEL e a baixa disponibilidade de vagas de estacionamento no imóvel alugado.
É mencionado ainda o potencial de racionalização dos espaços na reguladora após as reformas, o que poderá inclusive resultar em estações de trabalho excedentes que poderão ser compartilhados com outros órgãos públicos, permitindo rateio de despesas, a exemplo do que já ocorre com a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).





