Rafael Bitencourt, da Agência iNFRA
O diretor-geral da ANM (Agência Nacional de Mineração), Mauro Sousa, afirmou nesta quinta-feira (20) que percebe “disfuncionalidades” no ambiente de investimento no Brasil voltado para minerais críticos. Ele citou desafios relacionados ao licenciamento ambiental, ao “baixo apetite ao risco” do investidor que contrasta com o perfil dos projetos e, inclusive, limitações da capacidade de atuação da agência.
“Por mais que queira dar previsibilidade e agilidade para apreciar os processos, ela [a ANM] não tem as condições ideais para tal. Temos feito um trabalho muito forte para melhorar nossa capacidade de entrega, mas temos nossa limitação”, afirmou Sousa, no “Fórum Estadão New Mining – Minério Verde”.
O diretor-geral da ANM afirmou que a corrida por minerais críticos têm aumentado a demanda de trabalho do órgão. Segundo ele, chegaram mais de 3 mil pedidos de pesquisa nessa área nos últimos dois anos, o que classificou de “volume significativo”. Como resposta, o diretor disse que foi criada uma unidade dedicada à análise desses projetos.
Sousa mencionou ainda que a agência conta um estoque de cerca de 17 mil processos na fase de análise de plano de aproveitamento econômico. “Quando a gente não faz isso a tempo, significa que não vai haver investimento”, destacou.





