Ana Luísa Egues, da Agência iNFRA
A Petrobras bateu recorde de valor de mercado na sexta-feira (2), ao atingir R$ 700,08 bilhões no encerramento do pregão na B3, a Bolsa de Valores de São Paulo. Foi a primeira vez na história que a companhia ultrapassou a marca de R$ 700 bilhões, segundo comunicado divulgado pela empresa no dia seguinte.
O movimento de alta foi impulsionado pelo anúncio de uma nova descoberta de petróleo em águas ultraprofundas na Bacia da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial brasileira. Foi a segunda descoberta no poço exploratório Morpho, que está sendo perfurado no bloco FZA-M-59, a 175 km da costa do estado do Amapá.
Somente na sexta-feira, a empresa adicionou R$ 20,9 bilhões ao seu valor de mercado, devido à forte valorização de seus papéis na B3 e apesar da estabilidade do preço do brent na mesma data. As ações preferenciais avançaram 2,81%, enquanto as ordinárias registraram alta de 3,25%.
Descoberta
Segundo a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, o petróleo encontrado nos dois reservatórios atingidos durante a perfuração do Morpho “talvez só não seja melhor que o de Urucu”. A Petrobras produz desde os anos 1980 em Urucu, campo terrestre encravado no meio da Amazônia.
Em 2026, a estatal também se destacou entre as grandes petroleiras (majors) pela geração de valor. De janeiro a setembro, a soma do aumento de valor de mercado da Petrobras com os proventos (dividendos e juros sobre capital próprio) gerados representaram um resultado de cerca de 185% (em US$) de geração de valor. O resultado está bem acima do registrado por outras grandes empresas do ramo, como Chevron (138%), ExxonMobil (138%), TotalEnergies (135%), Shell (133%) e bp (131%).
Recordes anteriores e produção
A Petrobras também informou que atingiu recorde de valor de mercado três outras vezes ao longo deste ano: em 15 de setembro, quando atingiu R$ 692,35 bilhões; em 14 de abril, com R$ 680,10 bilhões; e em 30 de março, com R$ 677,24 bilhões.
Os sucessivos recordes seguem o movimento também inédito da produção de petróleo da companhia neste ano, que avançou de 2,5 milhões de barris por dia, em média, no primeiro trimestre, para a marca de quase 3 milhões de barris por dia, em setembro.





