da Agência iNFRA
O Brasil foi o terceiro país que mais reduziu gastos com combustíveis fósseis em 2025, segundo relatório da Irena (Agência Internacional de Energia Renovável). De acordo com a agência, a infraestrutura de geração renovável evitou despesas estimadas em US$ 32,4 bilhões com combustíveis fósseis que deixaram de ser importados ou consumidos ao longo do ano.
O levantamento também aponta que a geração renovável evitou a emissão de aproximadamente 432 milhões de toneladas de CO₂ (gás carbônico) em 2025. Segundo o MME, o desempenho reflete o avanço das fontes renováveis na matriz energética brasileira e os investimentos em energia limpa.
Dados do BEN (Balanço Energético Nacional) 2026 mostram que a geração eólica cresceu 8,8 TWh (terawatt-hora) e a solar fotovoltaica avançou 17,5 TWh no último ano, sendo a fonte com maior expansão na participação da geração elétrica (24,7%). No setor de transportes, o consumo de biodiesel aumentou 8,2% e o de etanol 4,3%, elevando a renovabilidade do segmento para 26,1%. Na indústria, a participação de fontes renováveis permaneceu em 65,1%.
O relatório também destaca a competitividade das renováveis brasileiras, apontando que o país segue entre os mercados mais competitivos do mundo na geração eólica onshore e possui um dos menores custos médios globais de instalação de grandes hidrelétricas.






