Ana Luísa Egues, da Agência iNFRA
A Brava Energia recebeu a licença de operação do Ibama que autoriza a campanha de perfuração no campo de Atlanta, na Bacia de Santos. Emitida na noite de sexta-feira (23), o documento autoriza a perfuração de até nove poços, mas o projeto da companhia permanece com o desenho de dois poços, que devem ser perfurados ainda neste ano.
Os dois poços de Atlanta fazem parte da campanha integrada de Papa-Terra e Atlanta, que contempla a perfuração de quatro poços no total. Os dois poços de Papa-Terra já foram perfurados e devem iniciar sua produção ainda em 2026, enquanto o primeiro óleo dos poços de Atlanta está previsto para o primeiro semestre de 2027.
“Dependíamos dessa licença para começar a perfurar em Atlanta. A sonda [Lone Star, operada pela Constellation] está em fase final de completação do segundo poço de Papa-Terra, conhecido como PPT 53, e a ideia é que ela migre para Atlanta ainda neste ano”, explicou o diretor de Operações da Brava Energia, Carlos Travassos, à Agência iNFRA.
Os dois poços em Papa-Terra devem produzir entre 11 a 14 mil bpd (barris por dia) de óleo, enquanto os dois poços em Atlanta devem produzir entre 15 a 20 mil bpd. A empresa estima um Capex de US$ 550 milhões para 2026, sendo que, deste total, dois terços são para a campanha integrada, e o restante para atividades de manutenção.
Situado na Bacia de Campos, Papa-Terra é operado pela Brava com 62,5% de participação, em parceria com a NTE (Nova Técnica Energy), que detém 37,5%. A companhia deve operar o campo com 100% de participação em breve, tendo em vista que a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) aprovou a saída da NTE do consórcio em setembro.
Já o campo de Atlanta é operado pela Brava com 80% de participação, em parceria com a Westlawn Energia (20%).





