da Agência iNFRA
A CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) reduziu de 2% para 1,2% a projeção de crescimento do setor da construção em 2026. Segundo a entidade, a alta dos combustíveis e derivados de petróleo, impulsionada pela crise no Oriente Médio, já pressiona os custos da construção e afeta a atividade do setor.
O NCC-M (Índice Nacional do Custo da Construção) subiu 1,4% em abril, maior alta desde junho de 2022, enquanto o índice de preços médios dos insumos atingiu o maior patamar desde o segundo trimestre daquele ano.
Apesar da desaceleração esperada, o mercado de trabalho da construção manteve desempenho positivo no primeiro trimestre. O saldo de empregos formais cresceu quase 19% em relação ao mesmo período de 2025, com destaque para obras de infraestrutura e construção de edifícios. O setor respondeu por um em cada cinco empregos criados no país entre janeiro e março, superando 3 milhões de trabalhadores.
Por outro lado, indicadores de produção e vendas mostraram retração. O volume de vendas de materiais de construção caiu 5,5% no primeiro bimestre, enquanto a produção de insumos recuou 6,9% na comparação anual. Segundo o presidente da CBIC, Renato Correia, os juros elevados, a escassez de mão de obra e o aumento dos custos ajudam a explicar o adiamento de pequenas obras e reformas.
A entidade também alertou para o impacto do endividamento das famílias e defendeu a preservação dos recursos do FGTS para financiamento habitacional, especialmente para o programa Minha Casa, Minha Vida.





