da Agência iNFRA
Pesquisa da CNI (Confederação Nacional da Indústria) aponta que 41% das indústrias no Brasil migraram para o mercado livre de energia nos últimos dois anos. No entanto, ainda há espaço para atração de mais empresas, uma vez que 37% daquelas que ainda se encontram no mercado cativo – comprando das distribuidoras – disseram ter interesse em mudar de ambiente de contratação.
Segundo os dados divulgados nesta quinta-feira (30), o principal motivo para o movimento seria a busca por custos menores com a energia elétrica, que influencia diretamente na produção industrial. O estudo consultou 1.400 empresas de diversos portes.
O gerente de Energia da CNI, Roberto Wagner Pereira, aponta que os dados demonstram que “o caminho escolhido pelas empresas para diminuir as tarifas passa pela migração ao mercado livre”. Ele destaca que ainda é preciso “melhorar o sinal de preços com a adoção de tarifas dinâmicas, que possam variar de acordo com a geração, o horário e a demanda dos consumidores”. “Associado a isso é imprescindível revisarmos a grande quantidade de subsídios que encarecem a conta de energia”, acrescenta em nota.
A CNI aponta que 76% das indústrias de grande porte têm a energia elétrica como principal insumo, o que torna o seu preço determinante para a competitividade dos produtos nacionais.





