da Agência iNFRA
As transmissoras temem arcar com prejuízo de R$ 916,6 milhões no ciclo tarifário 2026-2027 por dívida de geradores da “Corrida do Ouro”, cujos projetos não foram viabilizados. A Abrate (Associação Brasileira das Empresas de Transmissão de Energia Elétrica) pede à ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) que as concessionárias possam cobrar o montante devido pelos geradores por meio de medidas administrativas e judiciais antes que sejam considerados na RAP (Receita Anual Permitida). Do contrário, as transmissoras irão arcar com o prejuízo.
Na quarta-feira (27), a associação encaminhou um pedido de medida cautelar à reguladora para que o reconhecimento do valor no reajuste do próximo ciclo seja suspenso. O montante se refere ao não pagamento de encargos de rescisão de contratos das usinas que obtiveram outorgas para uso do sistema, mas cujos projetos não se viabilizaram, e que não têm garantia financeira aportada.
A “Corrida do Ouro” é como ficou conhecido o elevado número de pedidos de outorga protocolados pelos geradores até março de 2022 com o intuito de manter os subsídios nas tarifas de transmissão e distribuição, após a legislação determinar o término faseado dos descontos. Executivos do setor apontam que a cobrança dos agentes é alocada às transmissoras, que em muitos casos não conseguem viabilizar os valores.






