Geraldo Campos Jr. e Marisa Wanzeller, da Agência iNFRA
O presidente da CI (Comissão de Infraestrutura) do Senado, Marcos Rogério (PL-RO), disse nesta terça-feira (30) ser inegável que os geradores de energia eólica e solar assumiram um risco ao “entrar no mercado pautando-se pelos subsídios oferecidos”. Ele também se posicionou contra o repasse do prejuízo aos consumidores. As declarações foram feitas em audiência pública sobre os cortes obrigatórios de geração, conhecidos como “curtailment”, na comissão.
Marcos Rogério ainda comparou o curtailment com o GSF (sigla para risco hidrológico), que movimentou um passivo de judicialização no setor elétrico. “O que me assombra é que o mesmo cenário que se descontinuou para gerar o GSF é o que se mostra nesse momento. E se nós não tomarmos as medidas necessárias, e com as cautelas necessárias, daqui a pouco é o consumidor que vai estar pagando essa conta de novo”, declarou.
O senador disse a jornalistas ao fim da audiência que ainda será necessário avaliar a necessidade de alteração legislativa para endereçar os problemas do curtailment.







