Em evento, MoveInfra debate cooperação para ampliar a capacitação de mão de obra

da Agência iNFRA

Grandes companhias de concessão do país estão trabalhando para, em conjunto com as confederações de empresas ligadas ao setor de infraestrutura, desenvolver a qualificação de mão de obra para o setor.

Um ACT (Acordo de Cooperação Técnica) está em fase final de análise para ser assinado entre a CNI (Confederação Nacional da Indústria), a CNT (Confederação Nacional do Transporte) e o MoveInfra, movimento que representa seis grandes companhias do setor de infraestrutura com ações na B3, CCR, EcoRodovias, Hidrovias do Brasil, Rumo, Santos Brasil e Ultracargo.

Últimas vagas
A CEO do MoveInfra, Natália Marcassa, afirmou que a qualificação de mão de obra tornou-se tema fundamental para o desenvolvimento do setor e, por isso, terá o painel de abertura do evento “Infraestrutura: Caminhos para transição sustentável”, que ocorre nesta quinta-feira (14), no B Hotel, em Brasília (DF).

As inscrições, que são gratuitas, podem ser feitas neste link. Devido ao número limitado de participantes, as vagas devem se encerrar a qualquer momento. A Agência iNFRA será parceira oficial do evento.

Necessidades regionais
Em entrevista à Agência iNFRA, Marcassa afirmou que a necessidade do setor é por uma mão de obra cada vez mais qualificada. 

“No setor portuário, era comum ver muitas pessoas na operação. Hoje em dia, você quase não vê ninguém andando pelo porto, é tudo maquinário”, lembra a diretora.

Outra necessidade é que o pessoal seja treinado em regiões específicas do país, onde há maior desenvolvimento e menos mão de obra qualificada. Ela cita a necessidade do Mato Grosso atualmente, que passa por problemas para obter pessoal para vários setores, entre eles o de construção. O governador do estado, Mauro Mendes, é um dos painelistas do encontro.

Marcassa lembrou que as associadas do MoveInfra já promovem o desenvolvimento de sua própria mão de obra e também para os setores em que atuam e que o ACT com as confederações vai apoiar ainda mais essas iniciativas.

Infraestrutura resiliente
O desenvolvimento sustentável também estará em debate no evento e, segundo a CEO do Moveinfra, uma das preocupações a serem levantadas no painel sobre o tema será a necessidade de se criar mecanismos para tornar as infraestruturas existentes e novas resilientes às mudanças climáticas, sem que isso onere excessivamente as tarifas ou preços aos usuários.

Segundo ela, os recursos para isso podem vir de fontes de financiamento voltadas para a descarbonização, mas é necessário ampliar o nível de conhecimento sobre o tema para que seja possível encontrar formas de solucionar o problema. 

“A gente contratou um estudo para entender como fazemos para ajudar nessa solução, quais são os mecanismos, as fontes de financiamentos internas e externas [para os investimentos]. E como podemos tratar do ponto de vista da matriz de risco aquilo que sobrar”, revelou Natália.

Licenciamento ambiental
Outro tema da mesa, que contará com a presença do senador Confúcio Moura (MDB-RO), presidente da Comissão de Infraestrutura do Senado, é o projeto de lei sobre o licenciamento ambiental no país, do qual ele é um dos relatores. Segundo Marcassa, ter uma lei sobre o tema será fundamental para dar maior segurança jurídica aos investimentos do setor.

No painel sobre financiamento, a conversa será sobre como é possível encontrar mecanismos para bancar a infraestrutura em momentos como o atual, nos quais a taxa de juros é, para ela, proibitiva para investimentos de longo prazo e tem sido um dos motivos para alguns projetos sem interessados de concessões.

Financiamento pouco atrativo
Os mecanismos atuais de financiamento são pouco atrativos para a contração de investimentos de longo prazo porque mantém os projetos “casados”, na visão dela, com juros muito elevados por muito tempo e, especialmente, no início dos projetos.

“Queremos discutir um mecanismo anti-cíclico com a Fazenda, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), mas que não é taxa de juros artificial. A gente não quer subsídios das taxas de juros”, afirmou Marcassa. 
 
Sobre o evento, que marca o primeiro ano do movimento, Marcassa acredita que ele consolidará as diretrizes que levaram à criação do MoveInfra:

“Nós buscamos: atração de investimentos, segurança jurídica e o nosso compromisso socioambiental. Dentro desses três grandes pilares para melhorar o ambiente de negócios, a gente quis trazer painéis que abordem temas que foram muito importantes para nossa agenda neste ano e que serão importantes também no ano que vem”.

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