da Agência iNFRA
A EPE (Empresa de Pesquisa Energética) lançou um estudo do Obepe (Observatório Brasileiro de Erradicação da Pobreza Energética) que aponta forte recorte racial na pobreza energética no Brasil. Segundo o levantamento, mais de 70% da população em situação de pobreza e insegurança alimentar no país é composta por pessoas pretas ou pardas.
O estudo mostra que um em cada três domicílios chefiados por pessoas pretas ou pardas compromete mais de 10% da renda com despesas energéticas, percentual superior ao observado entre lares chefiados por pessoas brancas. De acordo com a EPE, em 2024 a renda média de pessoas brancas era cerca de 70% maior do que a de pessoas pretas e pardas.
A análise também aponta diferenças no acesso a equipamentos e serviços considerados essenciais. Domicílios chefiados por pessoas pretas ou pardas apresentam maior privação de bens como computadores e máquinas de lavar roupa, além de maior uso de lenha e carvão para cozinhar, condição associada a riscos à saúde e insegurança alimentar.






