da Agência iNFRA
Os investimentos em transportes no Brasil alcançaram 0,71% do PIB (Produto Interno Bruto) no período entre 2023 e 2026, segundo dados apresentados pelo Ministério dos Transportes. De acordo com a pasta, o resultado reflete a ampliação dos aportes públicos e privados no setor e a reestruturação de projetos de infraestrutura rodoviária e ferroviária.
As informações foram detalhadas pelo ministro dos Transportes, George Santoro, durante evento no CDPP (Centro de Debate de Políticas Públicas), em São Paulo. Segundo ele, a carteira de ativos estruturada pela pasta projeta cerca de R$ 400 bilhões em investimentos até 2030, com crescimento de 174% em relação a períodos anteriores.
De acordo com o ministro, a padronização de editais, contratos e matrizes de risco permitiu reduzir o tempo de estruturação dos projetos. Processos que antes levavam até sete anos passaram a ser concluídos em, no máximo, dois anos e meio, o que contribuiu para ampliar a capacidade de execução.
O avanço dos investimentos ocorre em um contexto de maior preocupação com a resiliência da infraestrutura diante de eventos climáticos extremos, como as chuvas intensas registradas no Rio Grande do Sul em 2024. Entre as medidas adotadas, está a destinação mínima de 1% da receita bruta das concessões rodoviárias para projetos de infraestrutura resiliente.
A pasta também destacou ações voltadas à modernização do setor, como a reformulação do modelo de emissão da CNH (Carteira Nacional de Habilitação) e a busca por maior equilíbrio no escoamento da produção entre rodovias e ferrovias. A projeção é de que a demanda logística para exportação ultrapasse 800 milhões de toneladas até 2050.
O conjunto de iniciativas, segundo o ministério, foi construído com participação de instituições financeiras, mercado, agência reguladora, academia e sociedade, com foco em planejamento de longo prazo e fortalecimento da governança no setor.





