Rafael Bitencourt, da Agência iNFRA
O presidente Lula disse nesta quinta-feira (5) que, apesar da previsão de criar instrumentos de triagem de investimentos no setor de minerais críticos, o governo brasileiro quer criar um ambiente para atrair investimentos estrangeiros por meio de parcerias.
“Não queremos fazer com que o estado seja o ‘senhor supremo’ da exploração, da transformação, da industrialização, não”, afirmou o presidente, em reunião no Palácio do Planalto. “Aqui está dito que queremos construir parcerias, que precisamos aprender e construir com outros países que queiram participar conosco do processo de transformação e exploração dessa riqueza”, complementou.
Lula deu essa declaração na primeira reunião do Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos, o Cimce. O colegiado deverá implantar um sistema de triagem de investimentos para analisar e homologar previamente operações de troca de controle societário e de financiamento estrangeiro em projetos de exploração de minerais classificados como prioritários pela política nacional (Lei 15.506/2026).
Privatizações
No discurso, o presidente criticou a privatização de empresas como a Vale e a Eletrobras (atual Axia), que, segundo ele, foram vendidas a “preço de banana” e tiveram seu papel estratégico reduzido nos setores onde atuam.
“Por que privatizar tantas outras empresas brasileiras que nós tivemos, de muita importância estratégica para o país? É porque os governantes não tinham projeto de pátria, tinham um projeto de conta bancária”, disse Lula, logo após mencionar a importância de sua reeleição para o país.
O presidente também criticou as tentativas de privatização da Petrobras. Segundo ele, diante do fracasso dessa estratégia, decidiram vender “os pedaços”, citando refinarias e plantas de fertilizantes.





