Gabriel Vasconcelos, da Agência iNFRA
O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, disse nesta segunda-feira (25) que o governo pode estender as subvenções a produtores e importadores de diesel para acompanhar o prolongamento do conflito no Oriente Médio e impedir repercussões negativas ao setor privado. O ministro falou a jornalistas na sede da Firjan (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro).
“No presente momento, de certo modo, está contido o impacto [da guerra no preço do diesel]. Mas é óbvio que, infelizmente, a guerra não acabou e há um efeito negativo dela que ainda está por vir. É possível que nós tenhamos que reeditar essas medidas ao longo do período. Há uma disposição do governo, que é a de não perder o ‘timing'”, disse.
“Vamos tomar todas as medidas que sejam necessárias sem o receio de tomar a decisão para socorrer o setor privado mais vulnerável diante dessas incertezas geopolíticas. Não falta coragem para o governo tomar a decisão”, continuou. Questionado, Rosa não descartou um aumento do total da subvenção.
Entre as medidas adotadas pelo governo federal até aqui para reduzir a pressão sobre o preço dos combustíveis, estão a zeragem de PIS/Cofins sobre o óleo diesel. Em termos de subvenção, primeiro foi dado R$ 0,32 por litro e, depois, um valor extra de R$ 1,20 por litro para importadores do produto em cooperação com os estados, que arcam com metade do custo global do programa. Para quem produz diesel no Brasil a partir de petróleo nacional (Petrobras), esse adicional foi de R$ 0,80 por litro.






