17/03/2026 | 13h12

Mercadante: BNDES está empenhado em encontrar ‘boa solução’ com Raízen

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Amanda Pupo e Gabriel Vasconcelos, da Agência iNFRA

O presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Aloizio Mercadante, disse nesta terça-feira (17) que o banco está empenhado em encontrar “boa solução” com a produtora de etanol e distribuidora de combustível Raízen, que tenta se reestruturar financeiramente e entrou em recuperação extrajudicial.

Mercadante não entrou em detalhes sobre as possibilidades de atuação do banco neste caso – a joint venture de Shell e Cosan é uma empresa de capital aberto –, mas disse que o BNDES está “se dedicando muito”, em conversas com os credores da dívida da companhia e os sócios.

“Temos todo interesse que a empresa se recupere, porque ela tem resultados muito sólidos, ativos muito importantes, e peso muito grande no setor de biocombustíveis. Acreditamos que essa recuperação é possível e estamos trabalhando nessa direção, mesmo não estando na recuperação extrajudicial […] Empresa de capital aberto não comentamos futuro porque não contribui. Estamos ajudando a encontrar boa solução para a empresa”, disse Mercadante durante a apresentação dos resultados financeiros de 2025, na sede do banco no Rio de Janeiro.

E deixou a porta aberta para futuros financiamentos. “O BNDES não está na recuperação extrajudicial, porque nossos créditos têm garantia real. Todos os demais [atores das conversas] estão. Evidente que ser banco público de desenvolvimento favorece essa possibilidade, mas, se olhar, na Americanas tínhamos financiamento, e o BNDES recebeu integralmente seus recursos. Na Oi foi a mesma coisa. Light, mesma coisa. Por isso temos uma inadimplência tão baixa”, disse.

Segundo ele, apesar da alavancagem alta, o grupo Cosan tem ativos muito sólidos, como a Compass, a Moove e a participação na Rumo, alem da própria Raízen, que definiu como a maior produtora de etanol e açúcar do planeta.

Petrobras
Questionado se o governo poderia recuperar espaço na distribuição de combustíveis indiretamente, por meio de participação do banco na Raízen, Mercadante deu a entender que um movimento desse tipo deverá envolver a Petrobras, que, conforme já dito por seus executivos publicamente, não pode voltar ao setor de distribuição até 2029, prazo de validade do contrato com a Vibra que contém cláusula de “non compete” (não competição).

“O grupo Cosan tem ativos muito estratégicos, por exemplo a maior distribuidora de gás, ativos muito importantes para a Petrobras, que foram e continuam sendo importantes para a distribuição de gás. Tem essa rede de postos de gasolina Shell, centenária, com oito mil postos. Esses ativos podem vir a ser de interesse da Petrobras, mas isso é uma análise que a Petrobras vai fazer, não o BNDES”, disse.

“Tem sinergia sim com a Petrobras, mas aí tem que avaliar se ela tem apetite, interesse, se está dentro de plano de investimentos, compra de ativos, mesmo na área de biocombustíveis, em que tem participação”, continuou Mercadante.

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